O surfista norte-americano Kelly Slater, líder do Circuito Mundial ASP, triunfou hoje finalmente nas ondas lusas, ao bater o rival sul-africano Jordy Smith, segundo na hierarquia, na final do Rip Curl Pro Portugal.
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Na praia de Supertubos, em Peniche, Slater, nove vezes campeão do Mundo, tomou as rédeas do “heat” decisivo, da oitava etapa do circuito, logo na primeira onda, pontuada em 5,83.
O norte-americano, que persegue o seu 10.º título, rapidamente conseguiu melhorar a marca, elevando a fasquia aos 13,33 pontos (7,0 e 6,33), após 13 tentativas, enquanto Jordy Smith, com a pressão destes resultados, ficou a 1,9 de Slater, conquistando 11,43 (7,1 e 4,33 nas duas melhores).
“Nunca tinha ganho em Portugal. Finalmente consegui e nem sei o que dizer”, afirmou Slater, agradecendo o apoio aos presentes na praia e deixando um lamento: “Pena que não possa dar autógrafos ou tirar fotografias com todos”.
Ao lado do finalista vencido e principal adversário na luta pelo título mundial, o norte-americano, de 38 anos, felicitou os surfistas que derrotou na prova: “Quero dar os parabéns ao Jordy, que poderá não estar muito feliz com o resultado, mas considerou-o um muito bom surfista, tal como o Dean e outros que elevam a fasquia”.
“Atualmente, estou a aprender com eles e tento acompanhá-los porque eles são o presente, por isso, estou muito feliz com esta vitória”, frisou.
Com este triunfo inédito em ondas portuguesas, Slater somou a terceira vitória do ano, depois de Rip Curl Pro, em Bells Beach, e do Hurley Pro, em Trestles, e cimentou a liderança do “ranking” Mundial, ao somar 58 000 pontos, mais 9250 pontos que Jordy Smith, quando faltam duas provas para terminar o ano (Rip Curl Pro Search, em Porto Rico, e o Billabong Pipe Master, no Havai).
Já o australiano Mick Fanning, terceiro do “ranking” e vencedor da etapa penicheira em 2009, hipotecou, praticamente, as suas hipóteses de revalidar o título Mundial, que conquistou em 2007 e 2009, ao perder na terceira eliminatória e conquistar apenas 1750 pontos.
O português Tiago Pires caiu na segunda eliminatória frente ao norte-americano Brett Simpson, terminando a etapa lusa no 25.º lugar, somando uns modestos 500 pontos.