Está com 86 anos. Podia já se ter afastado, mas continua ligado às suas empresas. Porque é que se mantém aqui todos os dias?
Vi sempre muitas carências, na nossa casa, na forma como vivíamos e na forma como as populações, de Campo Maior e de todas as terras envolventes, viviam. Se hoje se vê alguém a viver mal, naquele tempo vivia-se pessimamente e eu sempre pensei que podia fazer alguma coisa. No início da adolescência já caminhava, já sabia quem me podia dar alguma coisa para eu fazer e conseguia porque encantava as pessoas na forma de querer e gostar de fazer. Tive sempre o sonho de crescer, fazer e realizar e também me habituei que, nessas épocas, as pessoas não se reformavam. Encostavam-se, quando não os queriam a trabalhar.
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