Quando completou a quarta classe, o pai ofereceu-lhe umas calças. Mário Matias gostou, mas não percebeu de imediato o alcance do gesto. Em tempo de frio ou de calor, os calções eram a indumentária habitual. No entanto, para o que Armindo Matias pretendia, calções não eram toleráveis. “Aquela prenda trazia um recado, ele dava-me as calças compridas para eu ir trabalhar”. E Mário Matias, com apenas 11 anos, foi.
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