Escrevo antes do Natal, num tempo que deve ser de esperança, e vem aí o Ano Novo, parece que as viagens turísticas esgotaram, o que podia ser sinal de que tudo vai bem, apesar dos milhares que acorrem às “sopas dos pobres”, dos que não têm casa, dos dois milhões e tal que vivem no limiar da pobreza, tudo normal, tudo de acordo com a sociedade que temos vindo a construir, a espuma cor de rosa cobre a miséria mundana ou, como disse o Eça, “Sobre a nudez crua da verdade, o manto diáfano da fantasia”.
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